O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, foi alvo de uma grave Fake News. O maranhense, acertadamente, utilizou as redes sociais para desmentir uma postagem em seu nome, afirmando que o ministro do STF classificava a operação realizada pelas forças de Segurança Pública do Rio de Janeiro, como “um dos maiores crimes contra a humanidade”.
Além de se posicionar publicamente e demonstrar revolta com a utilização de seu nome, Flávio Dino anunciou que tomará “medidas drásticas contra os criminosos”.
No entanto, estranhamente e curiosamente, Flávio Dino não teve a mesma reação quando do episódio envolvendo o deputado federal Rubens Júnior (PT).
O parlamentar, aliado histórico de Dino, teve um áudio divulgado onde afirmava falar em nome do ministro do STF e apresentava uma proposta nada republicana.
Rubens assegurava que bastava o governador do Maranhão, Carlos Brandão, cumprir o acordo de Colinas (elegendo prefeito o irmão do deputado federal Márcio Jerry – PCdoB) para que a paz voltasse a reinar no grupo político e os processos de escolhas de conselheiros no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, que seguem parado no STF, seriam liberado.
Nesse grave episódio, onde seu nome pode ter sido usado indevidamente para uma proposta imoral e ilegal, Flávio Dino não demonstrou a mesma revolta. O ministro não se posicionou nas redes sociais e muito menos anunciou qualquer medida que tomaria sobre o assunto. A assessoria de Dino se limitou a emitir uma nota protocolar com a afirmação que ele deixou a política partidária.
Inegavelmente faltou coerência, afinal Flávio Dino não pode ser seletivo na sua revolta, ainda mais diante de episódios graves e repugnantes.

Correto sua observação, isso significa que o nome dele não foi usado indevidamente, porque se não já teria tido alguma reação da parte dele, sentaram em cima ninguém falou mais nada, e o próprio governador não teve peito pra exonerar o restante da turma, às vezes imagino que essa briga é só fachada
Brilhante Jorge, suas análises são perfeitas.
Nobre jornalista, sua análise foi tão certeira que quase merece uma estátua na Praça da Coerência — se é que essa praça existe. Mas permita-me levantar uma questão que insiste em se esconder atrás das cortinas da conveniência: é mesmo razoável esperar coerência de alguém que, em tempos de palanque, se autoproclama comunista com orgulho revolucionário, mas quando a alcunha de “Brasil comunista” bate à porta da Corte onde hoje desfila sua toga, nega com veemência quase teatral?
A incoerência do poder manifesta-se quando há uma
desconexão entre o discurso e a ação de quem detém poder, seja ele político, institucional ou pessoal, levando à contradição, à perda de confiança e a ausência de lógica. Portanto, a incoerência é primariamente um DEFEITO LÓGICO na construçãodo raciocínio ou do discurso, que resulta em contradição, falta de nexo ou irracionalidade. Não obstante, Flávio Dino ser um homem de elevada inteligência parece ter sido tragado pelos arroubos do poder desde a iniciação na carreira jurídica, passando pela política e consumando-se na Suprema Corte do País.
Excelente observação, mas só não dá para exigir coerência desse senhor