Desde o início da pandemia, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), de maneira acertada, chamou para si a responsabilidade de decidir sobre a suspensão das aulas presenciais no Maranhão, tanto nas redes municipais, estadual e nas instituições privadas.

No entanto, o decreto que proíbe as aulas presencias no Maranhão está sendo expirado no dia 02 de agosto, ou seja, no domingo.

Na coletiva da última sexta-feira (31), de maneira acertada, Dino confirmou a informação dada pelo secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão, que após uma consulta aos pais e alunos da rede pública estadual, percebendo ainda incertezas e receios, decidiram por mais uma vez adiar o retorno das aulas presenciais, que seria dia 10 de agosto e agora sem data definida.

Só que desta vez, ao contrário de outras oportunidades, o comunista preferiu agir igual Pôncio Pilatos e lavar as mãos para o imbróglio que envolverá as instituições particulares. Flávio Dino em momento algum teve a preocupação de saber se alunos e pais de alunos dessas escolas foram ao menos consultados para essa volta.

Além disso, não se pode negar que temos em vigência uma Lei que obriga as instituições privadas a concederam descontos enquanto não voltarem as aulas presenciais. Algumas estão concedendo desconto de até 30%.

É óbvio que vamos ter, dos dois lados, alguns querendo tirar proveito da situação. Teremos escolas que vão acelerar o retorno para não mais concederem descontos e teremos pais de alunos que querem retardar a volta apenas pela continuidade dos descontos.

Diante desse cenário, o razoável seria Flávio Dino só autorizar a volta das escolas privadas, juntamente com o retorno das escolas públicos, afinal sempre foi assim desde que iniciou a pandemia e agir diferente agora, é agir igual Pôncio Pilatos.